O Ano Moçambicano Como Transformação e Mudança de Paradigma para Minha Futura Profissão.
Marcela Ricardo Muazanane
Chamo-me Marcela Ricardo Muazanane, estudante do 2 ano do curso de licenciatura em Pedagogia no Instituto Superior de Educação e Tecnologia.
O presente artigo aborda sobre experiências relativas ao segundo ano de formação designado Ano Moçambicano. O objectivo do Ano Moçambicano é criar um fundamento sólido sobre o qual o estudante pode praticar a sua futura profissão como professor. Neste ano faz- se uma análise, focalizam-se os aspectos socioeconómicos, políticos e culturais da sociedade moçambicana.
O ingresso no Instituto Superior de Educação e Tecnologia -ISET ONE WORLD tem sido uma experiência profundamente transformadora. Este ano, designado como ano moçambicano, marcou minha trajectória académica e pessoal, moldando a pessoa que sou hoje e a profissional que estou me tornando.
Antes eu tinha uma visão limitada sobre Moçambique. Muitas questões sociais, económicas e políticas passavam despercebidas e eu não compreendia suas causas nem consequências. No entanto, graças às disciplinas Moçambique Contemporâneo e Grandes Assuntos do Nosso Tempo, que tive nesta escola, minha percepção mudou completamente. Estudamos assuntos essenciais como guerras e conflitos, mudanças climáticas, urbanização, globalização, pobreza e vários outros assuntos, compreendendo não apenas os problemas, mas também suas origens e como enfrentá-los de forma prática.
Aprendi a analisar as situações actuais de Moçambique, identificar problemas em uma comunidade e pensar em soluções que contribuem para o desenvolvimento do país. Por exemplo, ao estudar a urbanização e a pobreza, entendi como as politicas adequadas podem transformar desafios em oportunidades. Ao abordar a globalização, passei a perceber como Moçambique se conecta com o mundo e como podemos aproveitar o conhecimento externo para melhorar nossa realidade local.
Além das aulas teóricas, tivemos a oportunidade de realizar saídas de campo com a minha turma composta por 24 estudantes, que está subdividida em dois grupos nucleares: primeiro grupo designado força motriz e o segundo grupo mudança imediata. Visitámos comunidades para investigar a realidade local; dialogámos com moradores e observámos de perto os impactos das mudanças climáticas e da pobreza. Essas experiências reforçaram o meu aprendizado, tornando a teoria viva e prática. Mais do que conhecimento académico, essas experiências proporcionaram crescimento pessoal e profissional.
Hoje, sinto-me mais critíca, consciente e capaz de transformar conhecimento em acção. Posso analisar problemas e propor soluções, habilidades essenciais para minha futura carreira como pedagoga e para contribuir efectivamente com o desenvolvimento de Moçambique.
Olhar para trás e perceber minha evolução mostra que minha decisão de ingressar no Instituto Superior de Educação e Tecnologia- ISET ONE WORLD não foi em vão, ainda no segundo ano, sinto-me uma pessoa completamente transformada, mais crítica e mais responsável.